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Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios.
Livro de Marçal Aquino, filme homônimo dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios.

Livro de Marçal Aquino, filme homônimo dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca.

Abril Despedaçado
Brasil, 2001.

Abril Despedaçado

Brasil, 2001.



Ponte Metálica“Primeiro, em maio de 1906, alguém teve a idéia de usar ferro, mas ferro e mar não combinam e em duas décadas a Ponte Metálica foi corroída pela maresia. Resolveram restaurar, dessa vez usando concreto, e do projeto antigo só ficou o nome, que a cidade teimou em usar mesmo não sendo o oficial. Há exatos 80 anos, em 24 de fevereiro de 1928, a Ponte Metálica ganhou a estrutura que ainda hoje resiste no mar da Praia de Iracema. O espigão de concreto foi o primeiro porto da cidade e agora, abandonado, se desfaz lentamente.Os ferros retorcidos vão rasgando o concreto que já caiu em vários pontos da cobertura e do parapeito. Duas colunas que fixam a estrutura no mar caíram. De longe parece que não restou nada do passado, mas olhando com cuidado as surpresas vão aparecendo. Alguns dormentes do antigo trilho estão lá, inteirinhos. “Os vagões de carga pegavam a mercadoria, iam bater na Alfândega, o prédio de pedra onde fica a Caixa Econômica, e de lá seguiam para a Estação João Felipe”, conta o memorialista Miguel Angelo de Azevedo, o Nirez.O caminho deixou outros rastros. Ao lado da Secretaria da Fazenda é possível ver o trilho em perfeito estado. Em frente ao Marina Park Hotel também. “Ele atravessa aquela avenida, mas debaixo do asfalto”, diz Nirez. De volta à ponte e ao passado, na lateral esquerda, dentro d’água, resistem as colunas que sustentavam a plataforma de embarque e desembarque. No teto, a marca de um lustre atiça a imaginação. Como terá sido o vai-e-vem quando o porto funcionava?Mais afastada, uma outra plataforma, onde antes ficavam os guindastes que carregavam e descarregavam navios, não tem mais ligação com a ponte. As máquinas foram retiradas em 1954, anos depois da Ponde Metálica ser substituída pelo Porto do Mucuripe, que começou a funcionar em 1947. A praia rasa fez a ponte ser desativada. Os navios tinham que atracar longe. Eram os catraieiros que levavam os passageiros até terra firme em pequenos botes. “Não havia condição de cavar a ponto de entrar navio”, diz Nirez.” (Reportagem do Jornal O Povo, do dia 23/02/2008).


Ponte Metálica

“Primeiro, em maio de 1906, alguém teve a idéia de usar ferro, mas ferro e mar não combinam e em duas décadas a Ponte Metálica foi corroída pela maresia. Resolveram restaurar, dessa vez usando concreto, e do projeto antigo só ficou o nome, que a cidade teimou em usar mesmo não sendo o oficial. Há exatos 80 anos, em 24 de fevereiro de 1928, a Ponte Metálica ganhou a estrutura que ainda hoje resiste no mar da Praia de Iracema. O espigão de concreto foi o primeiro porto da cidade e agora, abandonado, se desfaz lentamente.

Os ferros retorcidos vão rasgando o concreto que já caiu em vários pontos da cobertura e do parapeito. Duas colunas que fixam a estrutura no mar caíram. De longe parece que não restou nada do passado, mas olhando com cuidado as surpresas vão aparecendo. Alguns dormentes do antigo trilho estão lá, inteirinhos. “Os vagões de carga pegavam a mercadoria, iam bater na Alfândega, o prédio de pedra onde fica a Caixa Econômica, e de lá seguiam para a Estação João Felipe”, conta o memorialista Miguel Angelo de Azevedo, o Nirez.

O caminho deixou outros rastros. Ao lado da Secretaria da Fazenda é possível ver o trilho em perfeito estado. Em frente ao Marina Park Hotel também. “Ele atravessa aquela avenida, mas debaixo do asfalto”, diz Nirez. De volta à ponte e ao passado, na lateral esquerda, dentro d’água, resistem as colunas que sustentavam a plataforma de embarque e desembarque. No teto, a marca de um lustre atiça a imaginação. Como terá sido o vai-e-vem quando o porto funcionava?

Mais afastada, uma outra plataforma, onde antes ficavam os guindastes que carregavam e descarregavam navios, não tem mais ligação com a ponte. As máquinas foram retiradas em 1954, anos depois da Ponde Metálica ser substituída pelo Porto do Mucuripe, que começou a funcionar em 1947. A praia rasa fez a ponte ser desativada. Os navios tinham que atracar longe. Eram os catraieiros que levavam os passageiros até terra firme em pequenos botes. “Não havia condição de cavar a ponto de entrar navio”, diz Nirez.” (Reportagem do Jornal O Povo, do dia 23/02/2008).

Jericoacoara, Ceará - Brasil on Flickr.

Segundo conta a história - semi-lendária - sobre a origem da igreja, nos princípios do século XVII uma tempestade quase fez naufragar um navio chamado Candelária, no qual viajavam os espanhóis Antônio Martins Palma e Leonor Gonçalves. O casal fez a promessa de edificar uma capela dedicada a Nossa Senhora da Candelária se escapassem com vida. A nau finalmente aportou no Rio de Janeiro, e o casal fez construir uma pequena capela no local da atual Igreja da Candelária em 1609.

Na segunda metade do século XVIII, a Igreja da Candelária passou por uma ampliação. As obras começaram em 1775 e a , com a igreja ainda inacabada, ocorreu em 1811 em presença do Príncipe-Regente, e futuro Rei de Portugal, D. João VI. A igreja tinha nesse momento uma só nave.  Novas reformas tiveram lugar em meados do século XIX, e se arrastaram até 1890, ano de sua nova inauguração.

Segundo conta a história - semi-lendária - sobre a origem da igreja, nos princípios do século XVII uma tempestade quase fez naufragar um navio chamado Candelária, no qual viajavam os espanhóis Antônio Martins Palma e Leonor Gonçalves. O casal fez a promessa de edificar uma capela dedicada a Nossa Senhora da Candelária se escapassem com vida. A nau finalmente aportou no Rio de Janeiro, e o casal fez construir uma pequena capela no local da atual Igreja da Candelária em 1609.


Na segunda metade do século XVIII, a Igreja da Candelária passou por uma ampliação. As obras começaram em 1775 e a , com a igreja ainda inacabada, ocorreu em 1811 em presença do Príncipe-Regente, e futuro Rei de Portugal, D. João VI. A igreja tinha nesse momento uma só nave.  Novas reformas tiveram lugar em meados do século XIX, e se arrastaram até 1890, ano de sua nova inauguração.


Para Sempre

Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Estátua de Patativa do Assaré no Centro Cultural Dragão do Mar - Fortaleza/CE.

Foto: Luis Orione

Estátua de Patativa do Assaré no Centro Cultural Dragão do Mar - Fortaleza/CE.

Foto: Luis Orione

Só sei dançar com você - Tulipa Ruiz e Criolo

Ladeira - Orquestra Contemporânea de Olinda

Rio Ceará.
Berço da cidade de Fortaleza, detentor do pôr do sol mais bonito da cidade e onde eu não tenho a menor vergonha de dizer que moro (pelo contrário).
Foto: Tiago Santana

Rio Ceará.

Berço da cidade de Fortaleza, detentor do pôr do sol mais bonito da cidade e onde eu não tenho a menor vergonha de dizer que moro (pelo contrário).

Foto: Tiago Santana

O ser humano ainda não tinha aprendido a amar o próximo e já tinha inventado a televisão que ensina a desprezar o distante.
Millôr Fernandes